Erros todos cometemos, mas há erros que podem ser evitados ao se conhecer exemplos de pessoas que os cometeram. erros são uma coisa que eu coleciono a muito tempo, mas não estou aqui para contar sobre os meus erros, afinal a minha historia é muito longa para ser contada, vou contar aqui a historia de Melissa, uma historia que pode ser medidas em anos, diferente da minha que é medida em séculos.
o maior tesouro de uma pessoa sem sombra de duvida são as pessoas que a amam, em geral sejamos francos, são muito poucas, aproveite ao máximo a companhia dessas pessoas, afinal você não sabe o que lhe aguarda depois da esquina.
agora vamos começar, mas ainda não vou falar de Melissa, vou falar daquele que viria a ser seu pai, Augusto, um homem solitário por natureza, não que tivesse dificuldade em se relacionar, mas por ter valores diferentes das demais pessoas. ele era do tipo de pessoa que parava no meio do caminho para admirar o o trabalho das formigas, desde criança era taxado de avoado, diziam que vivia no mundo da lua. Calado a maior parte do tempo, não por tristeza mas por ser um observador. Nunca foi do do tipo namorador, teve um ou dois relacionamentos, mas nada que se destaque. Como estudante era mediano, não por falta de inteligência, mas por falta de empenho, preferia gastar seu tempo fazendo coisas que lhe dessem prazer e satisfação, e o que mais lhe satisfazia era receber elogios, que na maior parte das vezes eram direcionados para a beleza de seus trabalhos artesanais. Ele entalhava madeira, pintava, moldava, era bom com carpintaria. Varias foram as tardes que ele passava sozinho no barraco de ferramentas do seu pai trabalhando tendo como unica companhia um velho radio que havia sido de seu avô. Amigos não acreditavam que ele fosse muito longe no mundo dos negócios, mas para surpresa deles ele fez faculdade de arquitetura e se especializou na representação de projetos grandiosos em maquetes fabulosas, trabalhos minuciosos que encantantavam as pessoas.
Tão grande se tornou o nome dele nesse ramo que ele se dava ao luxo de escolher a dedo os trabalhos que aceitaria depois é claro de uma analise profunda dos projetos. Ganhava razoavelmente bem pelo fazia, fazia o que gostava e ainda sobrava muito tempo livre. qual de seus amigos podia se dar a esse luxo?
Nas suas horas vagas ele trabalhava em maquetes também, porem essas não eram prédios esplendorosos, mas pequenas casas em estilos arquitetônicos antigos. Habito que desenvolveu na faculdade. era extremamente detalhista, cada cômodo era mobiliado, cada parede era decorada com quadros e papel de parede. ao longo de 5 anos produziu dezenas dessas casinhas, a ponto de ocupar boa parte do seu apartamento no centro de Florianópolis com elas. Elizeu, ou como ele chamava, Zezeu (apelido do período da adolescência), amigo de longa data sugeriu que ele fizesse uma exposição de seus trabalhos e vendesse depois, disse que interessados não faltariam. Mas como ele poderia colocar preço em algo que ele fez unicamente para satisfação pessoal?
Elizeu organizou a exposição mas ficou decidido que as pequenas casas não voltaria para o apartamento de gustavo, que em vez disso seriam doadas a um orfanato, assim as pequenas casas teriam uma vida curta, mas uma grande utilidade por que nada é mais util para uma criança do que um brinquedo. Isso ficou decidido, apesar dos protestos de Elizeu que dizia que Augusto estava jogando uma fortuna fora! E assim foi, a exposição ocorreu em um shopping de Florianópolis e para desespero de Elizeu houveram muitas propostas de compra das peças.
Após o evento Augusto saiu a procura da instituição que receberia o seu pequeno tesouro. Encontrou um orfanato para crianças soro-positivas que era mantido pela igreja. Mas ele estava enganado, ele não iria perder um tesouro e sim encontrar o maior tesouro da sua vida. Mas isso fica para o próximo post ok?
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